17 outubro, 2003

Depois de concluídas as principais POLI'sses na Praça da República, iniciou-se o processo de desertificação do centro da cidade. O deserto, agora, está ali na Praça. O projecto é aniquilar o resto.

"“O pessoal não vem cá cima, por causa dos problemas do trânsito, aliás, clientes meus até dizem que vão deixar de vir à loja porque não têm estacionamento e quando vêm cá são multados”, conta o comerciante, que não coloca de lado a hipótese de transferir a sua loja para outra zona da cidade, caso “as coisas não sejam alteradas”. “Não há circulação nenhuma aqui na zona, não se vê ninguém, esta rua [Rua das Lojas] está morta e a Praça tem ali dois moços jogando à bola e dois velhotes sentados num banco”.

Os comerciantes queixam-se. E com razão:

"“Juntamo-nos todos, entregamos as chavinhas do comércio ao senhor presidente e ao senhor vereador e eles pagam aos empregados, as contribuições, o aluguer no fim do mês, porque assim é impossível. A nossa rua [Rua Afonso Costa, mais conhecida por Rua das Lojas] era a rua mais comercial da cidade, agora não se vê ninguém”.

Muito mais depressa do que eu pensava, a desertificação conquistou os centros urbanos. Beja já sofre os seus efeitos. Tudo isto porque meia dúzia de inteligentes arquitectos, projectistas e outros "istas", comandados pelos dinossauros da Praça, não souberam olhar para a cidade como um todo. Aniquilado o centro da cidade, que outra iguaria vai servir a sede dos vampiros da Praça?

Não haverá nada a fazer?


Leia mais aqui.


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